quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Achô!!!

Minha pasta estava lá, na cia, esperando por mim. Os últimos remanescentes voltaram pra minha mão. Junto deles havia uns textos da facultade, e uns desenhos que me fizeram ver o quão emo eu era. Ou drama queen. Editarei o que pensei saber de cor e postarei os outros dois. São bobos mas são meus :)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

E o lirismo volta

Sou alguém que deixa os livros que está lendo influenciarem seu vocábulário. Ao ensaiar para "Toda Forma de Amor" Obviamente li todo "Romeu e Julieta". Esse lirismo, ter achado meus poemas e mais uma madrugada qualquer me inspiraram para fazer dois poeminhas dedicados a dois grandes amigos. Nem sei se se chama poema mesmo quando não tem rima, ou é poesia, nao importa também. Mandei como depoimento pro orkut deles faz tempo já, mas agora q voltei resolvi postar aqui.

Amiga que me ilumina
e pras minhas variações climáticas não liga.
Quando se mostrou mais,
se revelou lua completa:
iluminada e sombria,
mas nunca vazia.
Bela apaixonada apaixonante,
na onda encantada da noite,
eu sou Terra, tu és lua.
(esse foi pra Ohana Homem)


No meu pequeno jardim de amigos encantados,
ele chegou como um raio. Veloz, elétrico, iluminado.
Seu prelúdio não era trovão,
era auspício de pássaro brincalhão.
Mas esse novo elemento era só raio? Não!
Era sol no peito e estrelas na visão.
E mesmo sendo luz, enraizou no meu jaridim, sem trabalho.
Não como outra flor, como muda de carvalho.

(esse foi para Marcello D'Azevedo)

Esse é o lado bom de não se cobrar perfeição em algo q não é a Tua arte. Hoje fico feliz só por ter escrito de novo.


Surpresa gostosa




A melhor surpresa que tive no ano que passou foi o espetáculo "Toda Forma de Amor".

Meu primeiro drama. Adorei, apesar do cagaço que tomei ao receber meu papel.
Eu só via chegar aquelas cenas forte, com muita lágrima, dor, briga e etc... Sentia na garganta a vontade de algo punk e esperava ansiosamente a minha.
Quando ela chegou, ela era a cena doce. E não só isso, eram atores interpretando Romeu e Julieta. Gelei. No lo creo. E me consentrei pra abstrair aquele sentimento. Errei pela segunda vez em criar expectativas antes de receber o texto.
No que eu consegui abstrair esse sentimento veio o pânico. Eu? Juju? No way. Inconsebível. Imagina... Me senti completamente ofendendo Shakespeare e com uma voz me dizendo (vai virar coleginho essa cena).
Mesmo assim me joguei ao trabalho, e trabalho e trabalho e tentando fingir que merecia dizer aquelas palavras. Em um determinado ensaio, ao invés de passarmos normalmente o texto antes de ensaiarmos valendo, fizemos o texto debochando totalmente dele. O ensaio melhorou incrivelmente, relaxei. Depois, existiu até um dos dias de apresentação que realmente saí feliz de cena, o que pra uma neurótica perfeccionista como eu é muito!!!!
Agradeço ao Marcello Adams que me fez esse desafio e viu algo em mim q eu mesma não vi. E claro, a minha diretora Margarida Leoni Peixoto e ao Júlio/Romeu, Donato Oliveira.

A perda dos últimos poemas

Eu tinha mania de escrever poemas, odiá-los e jogar fora. Coisas de adolescente.
Havia guardado apenas três que havia esquecido da existência.
Achei eles revirando para achar outra coisa é óbio e levei comigo pra relembrar e reler antes da minha peça.
Resultado, a pasta ficou na Cia de arte e se perderam. Fiquei trite, pq dessa vez não queria jogar fora. Nâo tenho mais aquela pretenção de que eles sejam realmente bons.
O único que lembro de cor é o mais "poemas no ônibus", o nome é "Através dos tempos"

Através dos tempos
são vistas pessoas
E pessoas são tensas
Tensão é comida
Pessoas obesas
Pessoas tristes
Através dos tempos

Quem é vivo um dia aparece

é. voltei. ou quase.